domingo, 18 de setembro de 2011
ELENCO DE O LOBO ATRÁS DA PORTA
Leandra Leal, Milhem Cortaz, Fabiula Nascimento, Juliano Cazarré, Emiliano Queiroz, Tamara Taxman, Paulo Tiefenthaler, Thalita Carauta, Antonio Saboia, Gustavo Novaes, Luci Pereira, galera do Nós do Morro.
Timasso!
quinta-feira, 23 de junho de 2011
O LOBO ATRÁS DA PORTA
Estou bem animado com as idéias, a nova versão do roteiro, e todos os caminhos que esse meu primeiro longa está tomando.
Frio na espinha de pensar que em 3 meses vou estar rodando o filme!!!
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
ALOHA
Agora ele está disponível no youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=RNAJW-K2dZ4
Foi produzido pela Querô Filmes e Oficinas Querô e dirigido pelo Nildo Ferreira e pela Paula Luana Maia.
Assistam!
sábado, 20 de novembro de 2010
PRIMEIRO LONGA-METRAGEM, ENFIM.

O ano não podia terminar melhor. Ganhamos Edital de Produção de Longas-Metragens de Baixo Orçamento do Ministério da Cultura. Ano que vem eu vou dirigir meu primeiro longa: O LOBO ATRÁS DA PORTA
O filme vai ser todo rodado no Rio de Janeiro, no segundo semestre do ano que vem. A produção é da GULLANE e da TC FILMES. Fotografia de LULA CARVALHO, montagem de KAREN AKERMAN, edição e mixagem de som de RICARDO CUTZ.
O filme se passa no subúrbio do Rio de Janeiro.
Prêmio Português
Em breve, o filme vai estar nas telinhas da terrinha!
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Magnífica Desolação e os festivais
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Estréia
21º FESTIVAL INTERNACIONAL DE CURTAS-METRAGENS DE SÃO PAULO
Dia 20/08 - 21H00 - Cinemateca - Sala BNDES
Dia 21/08 - 16H00 - Centro Cultural São Paulo
Dia 22/08 - 21H00 - CineSESC
Dia 23/08 - 18H00 - Cineclube Grajaú
"É bruto, é uma coisa bruta.
O cara gosta daquilo.
Aquilo parece que entra no corpo dele.
Entra na veia do cara.
Um vício,
você acostuma fazer aquilo e vai fazendo.
Isso contamina, é por isso.
Você passa tempo demais dentro delas
e te contamina.
O cara é ferroviário, ele tem prazer com aquilo."
O HOMEM, A MÁQUINA E A VIAGEM.
Impressões sobre o cotidiano dos maquinistas de trens de carga no Brasil
Documentário, 19 min, 35mm (2.35 anamórfico), 2010.
© CaBra Filmes / gullane
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Magnífica Desolação quase pronto!

O meu novo curta-metragem "Magnífica Desolação" está quase pronto. Faltam apenas a correção de cor, confecção dos créditos e mixagem de som. A previsão é que em março esteja saindo a primeira cópia 35mm.
O filme é um documentário que acompanha a rotina dos maquinistas de trem de carga, do sudeste do país, em sua rotina de trabalho.
Bom, este era o ponto de partida. O filme em si é um olhar muito subjetivo sobre este universo. Não é um documentário informativo. O filme propõe que o espectador experimente todos os estados, climas, atmosferas desse universo.
A produção é da Gullane em parceria com a minha CaBra Filmes.
Feito com uma equipe mínima:
Direção, Roteiro, Fotografia e Câmera: Fernando Coimbra (eu mesmo)
Montagem: Eva Randolph
Som Direto: Juliano Zoppi
Edição de Som, Mixagem e Trilha: Ricardo Cutz
Assitente de Direção: Carolina Alckmin
Produção Executiva: Caio Gullane e Sônia Hamburguer
e muitos outros nomes que constarão nos créditos do filme...
Produzido com recursos do Prêmio Estímulo de Curta-Metragem 2008, da Secretaria de Estado da Cultura do Governo de São Paulo.
colorido, 35mm (1:2.35 anamórfico), 19 minutos.
Em Breve nos cinemas!
terça-feira, 3 de novembro de 2009
É bom refletirmos sobre isso.
Triste cinema brasileiro
Para Jean- Michel Frodon, ex-diretor da "Cahiers du Cinèma", filmes nacionais são promessas que não se cumpriram e Walter Salles é fenômeno isolado
Leticia Moreira/ Folha Imagem![]() |
ANA PAULA SOUSA
DA REPORTAGEM LOCAL
O jornalista francês Jean-Michel Frodon era ainda um garoto quando, por meio de filmes e textos, jovens como François Truffaut (1932-1984) e Jean-Luc Godard fizeram soprar os ventos da nouvelle vague. Foi ao ler as páginas da lendária "Cahiers du Cinèma", revista-símbolo do movimento, que Frodon descobriu o prazer da reflexão cinematográfica.
Reflexão que é estética, mas também ética e política. "Como disse Godard, todo travelling é moral", tentou ensinar, para uma plateia de estudantes, durante um debate na Fundação Álvares Penteado (Faap), em São Paulo, na noite da última sexta.
Frodon veio à cidade para integrar o júri da Mostra Internacional e para discutir a cinefilia e a crítica. "Alguns acham que fazer crítica é aconselhar o consumidor. Não é", diz. A crítica, para Frodon, é um trabalho emocional e reflexivo que, a partir da escrita, estabelece uma relação com o público.
"Quem trabalha com cinema, tende a achar que o crítico faz parte do trabalho de divulgação. Mas a crítica não é feita para atrair as pessoas ao cinema." Ex-crítico do jornal "Le Monde" e ex-diretor da "Cahiers...", Frodon conhece bem os poderes que rodeiam essa atividade que tenta equilibrar-se entre a arte e a indústria.
Ele deixou a direção da "Cahiers" este ano, após a venda da publicação para o grupo britânico Phaidon Books. "A imprensa toda passa por dificuldades", diz, quando questionado sobre a crise da revista. Mas, quando o assunto é cinema, deixa a cautela de lado. Leia a entrevista que Frodon concedeu à Folha, parte por e-mail, de Paris, parte pessoalmente, em São Paulo.
FOLHA - Como vai o cinema brasileiro?
JEAN-MICHEL FRODON - É um cinema sem maior brilho. Vi alguns documentários interessantes, mas o cinema brasileiro não é tão bom quanto poderia ser, ou o quanto imaginamos que seria. O último filme brasileiro do qual eu gostei foi "Mutum".
FOLHA - Houve algum momento, além do cinema novo, em que o Brasil chamou a atenção da crítica internacional?
FRODON - Havia muita expectativa quando o Brasil voltou a ser um país democrático e, depois, a esperança de que o fenômeno Walter Salles não fosse isolado. Mas a promessa não se cumpriu. A Globo soube tirar vantagem do desenvolvimento do país e isso teve efeitos sobre o cinema.
FOLHA - Por o cinema brasileiro era visto como promessa?
FRODON - Porque o Brasil parece um país obviamente feito para o cinema. As paisagens, a riqueza cultural, a genialidade de um diretor como Mário Peixoto... Alguém poderia até questionar o seguinte: os mesmos ingredientes que fazem o futebol brasileiro ser único não poderiam ser também utilizados no cinema? O Brasil vem ganhando visibilidade internacional e poderia traduzir esse movimento histórico em filmes, mas, ao contrário da China e de outros países asiáticos, não tem feito isso.
FOLHA - O senhor vê algo de brasileiro em filmes como "Ensaio sobre a Cegueira" ou "O Jardineiro Fiel", de Fernando Meirelles?
FRODON - Eu os vejo como filmes internacionais. E ruins.
FOLHA - E o que aconteceu com a "buena onda" argentina?
FRODON - Bons diretores continuam sendo bons diretores, como Lucrecia Martel. Mas a boa onda do jovem cinema argentino foi interrompida. O México também tem coisas interessantes, mas a construção de algo de longo prazo, sólido, me parece distante.
FOLHA - Por que, a despeito do frescor que muitos estrangeiros enxergam na América Latina, o cinema da região não se desenvolve? É um problema econômico ou cultural?
FRODON - Certamente, não é econômico, e sim de dependência cultural de Hollywood.
FOLHA - O senhor citou o cinema asiático. O que tem vindo de lá?
FRODON - Um cinema dinâmico, que capta o movimento econômico da região. Tem me chamado a atenção o que vem de países como Tailândia, Filipinas, Malásia. Há muitos jovens diretores e um forte realismo na maneira de filmar. Eles mostram o interior, as periferias, mas se apoiam muito na relação das pessoas com os celulares e a internet. A tecnologia é traduzida numa nova textura de imagens, muitas delas digitais. Os personagens estão nesse ambiente digital.
FOLHA - Eles têm apoio estatal?
FRODON - Não, mas há uma grande solidariedade entre os diretores, um participa e apoia o filme do outro. Eles conseguiram criar uma pequena indústria porque fazem filmes muito baratos.
FOLHA - Vivemos num mundo sobrecarregado de imagens. Qual o papel do cinema nesse contexto?
FRODON - O cinema deixou de ser dominante na construção do imaginário coletivo, mas ainda tem um grande poder. Nunca tanta gente viu tantos filmes, nunca tantos filmes foram produzidos em tantos lugares. Mas todas as pessoas querem ver os mesmos poucos filmes, ao mesmo tempo. O grande desafio, hoje, é reabrir o espaço para 95% do cinema contemporâneo, que tem mais e mais dificuldade de existir, de ser visto pelo público em geral.
FRODON - Chamar a atenção para todo esse outro cinema. No meio de tanta oferta, é possível escolher de duas maneiras. Numa delas, o mercado diz o que você deve ver, por meio do marketing, e você obedece. A outra maneira é dividir opiniões e gostos com quem não tem interesses comerciais e decidir por você mesmo. Nesse sentido, a crítica é cada vez mais necessária. Ela pode funcionar como uma espécie de contrapeso às estratégias de marketing, mais e mais ferozes.


